Suporte Renal Especializado
Suporte Renal Especializado
O suporte renal especializado engloba terapias extracorpóreas avançadas, projetadas para o tratamento integral do paciente crítico com disfunção multiorgânica. Essas tecnologias permitem a remoção seletiva de substâncias específicas — como toxinas, mediadores inflamatórios ou gases — e são utilizadas como complemento às terapias convencionais em unidades de terapia intensiva.
Suporte Renal Especializado
Remoção extracorpórea de CO₂ (ECCO₂R):
Técnica voltada para a eliminação parcial do dióxido de carbono diretamente do sangue, proporcionando suporte respiratório em pacientes com insuficiência pulmonar aguda. Sua utilização na UTI permite reduzir a carga ventilatória, facilitando estratégias de ventilação protetora e diminuindo o risco de lesão pulmonar induzida pelo ventilador.
Plasmaférese (Troca plasmática terapêutica):
Procedimento pelo qual o plasma do paciente é separado e substituído por soluções de reposição, com o objetivo de eliminar substâncias patológicas, como autoanticorpos, complexos imunes ou toxinas. Em pacientes em estado agudo, é utilizado em condições como doenças autoimunes graves, síndrome da resposta inflamatória ou certas intoxicações.
Plasmadsorção:
Variante da técnica que permite a remoção seletiva de compostos específicos presentes no plasma por meio de colunas adsorventes. Em situações críticas, é utilizada para remover mediadores inflamatórios ou toxinas que contribuem para o agravamento do quadro clínico, favorecendo o controle da resposta inflamatória sistêmica.
Hemoperfusão:
Consiste em fazer passar o sangue por cartuchos que contêm materiais adsorventes capazes de capturar toxinas exógenas ou endógenas. É especialmente útil em casos de intoxicações agudas, sepse ou acúmulo de substâncias não dializáveis por métodos convencionais.
Hemoadsorção:
Técnica destinada à remoção de citocinas e outros mediadores inflamatórios circulantes. Em pacientes em estado crítico, particularmente em casos de sepse ou choque séptico, essa terapia contribui para modular a resposta inflamatória excessiva, auxiliando na estabilidade hemodinâmica e na função orgânica.
Diálise hepática:
Sistema de suporte extracorpóreo voltado para substituir parcialmente a função de desintoxicação do fígado. Em pacientes com insuficiência hepática aguda, permite remover toxinas acumuladas, melhorar o estado metabólico e servir como terapia ponte para a recuperação ou transplante.
Imunoadsorção:
Procedimento altamente seletivo que elimina anticorpos específicos da circulação sem afetar significativamente outros componentes plasmáticos. No contexto agudo, é utilizado em doenças autoimunes graves ou rejeição de transplante, contribuindo para uma intervenção terapêutica mais direcionada.